Retomada à produtividade – Um estudo para apoiar sua equipe a superar o trauma da pandemia

Publicado em Fevereiro 3, 2021 às 8:43 am.

Segundo a psicóloga organizacional Lisa Zigarmi e a consultora de negócios Davia Larson, “a forma como indivíduos e organizações lidam com o trauma da pandemia será determinante para o futuro dos negócios e convívio social”.

Em um artigo publicado na Harvard Business Review (https://hbr.org/2020/09/an-exercise-to-help-your-team-overcome-the-trauma-of-the-pandemic? ), elas apontam que profissionais de educação corporativa, RH e líderes devem se preparar para o retorno ao ambiente de trabalho e retomada da produtividade, e a forma mais segura e rápida é a de compartilhamento de histórias realizado de forma profissional e estruturada.

Resumo do artigo:
A pandemia alterou de forma rápida, não planejada e traumática a vida das pessoas em todo o mundo. As mudanças afetaram a forma como trabalhamos, como nos adaptamos ou não às novas rotinas de trabalho e convívio familiar, como enfrentamos a perda da segurança financeira e da estabilidade da saúde, além do impacto dos que sofreram diretamente com a doença ou perda de pessoas conhecidas e familiares.

A forma de acolhimento ao ambiente de trabalho, segundo as pesquisadoras, será determinante para a retomada da produtividade e o senso de coletividade.

Com a retomada aos ambientes corporativos, segundo o artigo, o foco será em preparar os profissionais para superarem este período de afastamento que certamente afetou, em maior ou menor proporção, o emocional das pessoas. Para isso, apresentam a pesquisa e a técnica publicada no manual do CRESCIMENTO PÓS-TRAUMÁTICO.

O que é crescimento pós-traumático?
O PTG (traduzido para Crescimento Pós-Traumático ) não é o oposto e sim complementar ao já conhecido PTSD (traduzido para Transtorno de Estresse Pós-Traumático). O PTG foi definido como “a mudança positiva transformadora que pode ocorrer como resultado de uma luta com grandes adversidades”. É a experiência de crescimento que decorre da luta e enfrentamento após a ocorrência do trauma.

O foco da técnica está EM CONTAR E OUVIR HISTÓRIAS projetadas para ativar o crescimento pós-traumático. Ao contar suas histórias e ouvir as dos colegas, há um “estímulo ao crescimento, apoiando a pessoa a reconhecer a tristeza e as perdas causadas pela adversidade, analisar seu efeito e significado e internalizar uma resolução positiva que ativa a autotransformação”.

Benefícios da técnica:
Os resultados da pesquisa indicam que, após a aplicação da técnica, pessoas que entendem o trauma e identificam algum sentido do mesmo, conseguem desenvolver as seguintes habilidades:
• Maior senso de força própria e capacidade de prevalecer;
• Melhores relacionamentos com outras pessoas, incluindo maior senso de pertencimento;
• Maior senso de compaixão;
• Maior senso de propósito e apreciação pela vida.

Como funciona?
Tempo: 120 minutos
Ambiente: on-line ou presencial com distância social adequada
Tamanho do grupo: indicado de 4 a 6 pessoas
Pré-requisitos: Participação voluntária e confidencialidade.
Profissionais para a condução do processo: A condução pode ser feita por líderes da empresa ou RH, desde que preparados para conduzir grupos e eventuais situações que venham a ocorrer durante o processo, além de conhecerem a técnica de storytelling. A condução por profissionais externos é uma forma de garantir uma maior liberdade de expressão dos sentimentos, vulnerabilidades e uma condução adequada de situações mais conflitantes.

Etapas:
Após o facilitador elaborar um conjunto de perguntas estruturadas para o aquecimento do grupo e para todo o processo, a pesquisa aponta para 5 etapas:
Etapa 1: explicar o exercício
Etapa 2: reconhecer o impacto
Etapa 3: visualizar o futuro
Etapa 4: criar uma bússola narrativa
Etapa 5: discutir sobre a sua bússola – nomear a bússola e explicar o que ela significa

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